domingo, 12 de fevereiro de 2017

Um mergulho no céu negro e estrelado

Palavras para falar sobre uma pessoa especial serão sempre aquém, mas podem nos conduzir por metáforas

E se atingirmos o alvo, transformam-se em “palavras mágicas”, Accio, como um feitiço que traz o inalcançável para perto

Assim, o inefável pode não estar longe, pode-se mostrar diante de nós

Olhar nos seus olhos é como parar o tempo, um mergulho no céu negro e estrelado que nos prende por horas a fio

Nela coexiste a ação delicada e vândala, como dois lados da força, Yin Yang vivos e presentes em seu ser

Com a habilidade de uma vidente que lê mentes você conhece meus medos, meus detalhes, minhas lágrimas, meus risos

Não acredito no dito “ano novo, vida nova”, mas seres como você tem o poder de fazer o inverso ter sentido: “vida nova, ano novo”

Cada gesto seu eu tenho na memória como um antídoto, que fazem Sísifo continuar a subir a montanha

Por uma boa causa podemos experimentar o Ser em sua essência, o nada e o infinito

Até os animais reconhecem a força de sua alma. Gandhi tinha razão, pode-se julgar grandeza pela forma que se trata os animais, e completo: como eles nos respondem

Iluminada com o brilho de um anjo, me faz ver a vida de forma leve, que nos tira a “pedra do meio do caminho”

Se felicidade não existe, mas sim momentos felizes, faço minhas as palavras de Dostoiévski: “Meu Deus! Um momento de felicidade! Sim! Não será isso o bastante para preencher uma vida?” (Noites Brancas).


Ps: poema dedicado a Marcela Ellem Apolinário.

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